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domingo, 23 de maio de 2010

One in a million

Somos todos únicos, todos diferentes, mas no fundo, todos iguais. No entanto, muitos tentam divergir e reconstruir tudo o que os envolve. É neste mote que baseio uma opinião minha, da qual basta uma simples e mera ideia que, sem ver-mos bem, pode mudar o mundo e dar-lhes uma nova visão e muitas vezes vem destes "inovadores". Só que o mar não é feito de rosas, e vemos a diferença no momento, vemos extravagância, loucura ou demência para mais tarde lamentar quão melhor se teria tornado o mundo, arrependendo nos de termos destruído um sonho, uma vontade... de um mundo melhor.
É como onda perfeita que às mãos dos homens se perde na eternidade e que não passa de que uma coisa... Uma imagem de recordação que muitos infelizmente atribuem um rótulo de "para mais tarde recordar...".

terça-feira, 30 de março de 2010

Aquisição da definição do eu

O que será normal? Será esta vontade de pegar na prancha e meia dúzia de coisas e simplesmente partir? Ou não será assim tão simples'
Aritméticas que mostram-nos o tempo a passar à nossa frente como chuva e no entanto é como nuvens que vão e vêm.
Será normal este querer de liberdade de origem infrutífera e egoísta perdido num interregno criada pela vida da rotina diária?
Conta-se que queremos um lugar ao sol e que temos de lutar por ele para o ter, mas... para quê? No poupar está o ganho, mas depois esbanjamos tudo como se nada fosse... porquê?
Sim, tenho os meus sonhos mas não preciso de intermediários, se quero algo vou ter de ir à lama para os ter.
Mas depois de tudo isto é-me dificil dizer se isto é uma demanda por liberdade ou um mero querer de uma fuga aos requisitos da realidade...
E tudo porque uma vez se tive o exemplo de perfeição na mão, só que por vontade própria e por zelo da mesma deixei a tomar o caminho que quisesse. Fiz o que melhor achei que devia ser feito e como um tiro pela culatra esvaei-me nas terras de ninguém. Sofri mas como “tentativa e erro”, aprendi e cresci, mas no andar da vida também deixei um trilho marcado de ambiguidade entre alegria e tristeza, umas vezes por mim criadas, em outras por conhecidos anónimos plantadas.
Em altos e baixos nas quedas e sobressaltos da vida deparei-me apenas com uma sucinta definição do eu:
“Sou um ninguém a caminho de se fazer alguém, um insensível que se deixa levar pelo sensacionismo da vida em busca do perfeito por via do imperfeito, da qual se deixa viver ébriamente sóbrio. Um esboço quase completo das quais as arestas estão limitadas, sei que não vais querer a minha presença inoportunamente oportuna mas a verdade é que não ta vou impor contudo vai muito simplesmente ser constantemente sentida.”

terça-feira, 16 de março de 2010

Sessão de Skim @ Barra - 15/03/2010

Umas corridas e deslizes casuais no desporto que me faz viver.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Fé, Ondas e Música.

Fé, é-me como ondas que vem e volta. É na espuma branca que por tuta e meia me encontro.

Amedrontado pelo vento que ostenta a sua força sem que fique com os pés sujeitos às areias que nele voam. É na salitre que na minha pele se concentra que eu encontro a segurança.

Vem a onda longe e a ânsia cresce, acompanhada de aritmética e conhecimento de horas a mirar o mar.

Passo após passo, saiem os pés que enterrados estavam e as mãos agarram a prancha como uma reliquía fosse. Entra a planta do pé na fina camada de água, gelada pelas intempéries que a assolam, e o pé levanta vôo como ave de rapina que do seu parapeito vê a presa.

Amareia a prancha na água, a cortá-la como faca quente na manteiga. É agora, a prancha mostra-se relutante perante o peso que se sujeita em busca de mares profundos enquanto o pé sentes os sulcos da cera perfumada e suja de dias à beira-mar.

Vai o vento e penteia a crista e a onda de cinzento remexido passa a verde crescente de madeixas brancas pintadas.

Como de encontro marcado, o primeiro toque é a mão acaraciando a onda, na leveza que a junção de dois atómos de hidrogénio e um de oxigénio na sua maneira única permitem sentir. Os olhos fixam o topo, na espuma voaçante, deslizando até à mistura de branco de pinceladas de verde e castanho pintadas.

E da interacção de um relaxamento e contracção de músculos com a prancha, nasce uma janela que rasga com as forças gravitacionais e os estilhaços desaparecem nos remexeres dos ventos.

Atinge-se os baixios e cabelos verdes translúcidos caiem deixando espaço para do vento me abrigar.

A carícia volta a acontecer numa partilha entre homem, água e prancha. As mãos por elas divagam. O céu desaparece num momento que parece levar horas a passar, onde a minha guia é um toque de calor que levou minutos a chegar a mim. E tão fugazmente como desapareceu, o céu aparece em todo o seu esplendor.

A prancha vacila e o meu abrigo, outrora de paredes de cristal, cede atrás de mim.

O branco deu passagem ao castanho e a mancha roxa que do castanho partiu, em verde rasgou,no branco vacilou e a casa regressou em desalento deixando-se deslizar.

O movimento, que fora fluídamente caracterizado por velocidades aleatórias onde paragens sucederam ascensões, cessa. O nariz enterra na areia e os pés sentem terra firme. O calor que servira de guia deixa-se levar pelo vento e os joelhos esvaiem-se das forças que a adrenalina lhes transmitira. O fato ganha pepitas no preto que ostentas e as mãos levam-se pelo tacto corante de frio e aspereza da areia.

O mar volta aos olhos que haviam virado costas e as pegadas vão desaparecendo com a histórias que contam nos últimos banhos de luz que horizonte vermelho atravessam.